11 de julho de 2026
Inverno: como proteger a saúde do seu cão ou gato no frio
O frio do inverno paulistano costuma ser seco, mas isso não significa que os pets fiquem imunes aos seus efeitos. Cães e gatos também sentem a queda de temperatura, e alguns grupos merecem atenção redobrada nesta época do ano. Segundo o CRMV-SP, pequenos ajustes na rotina já fazem diferença no conforto e na saúde do animal.
Onde e como o pet dorme
O primeiro cuidado é o local de descanso. Animais que dormem em áreas externas precisam de um espaço protegido da chuva e do vento, de preferência elevado do chão, um estrado de madeira a cerca de 4 cm de altura já ajuda bastante. Cobertores e mantas devem ficar limpos e secos, e a casinha deve ter acesso tanto a sol quanto a sombra ao longo do dia. O ideal é nunca deixar o animal ao relento durante a noite.
Banho, tosa e roupinhas
No inverno, vale reduzir a frequência dos banhos, sempre com água morna, para evitar o ressecamento da pele e do pelo, o que pode causar alergias. Na hora da tosa, o recomendado é não tirar pelo demais, já que a pelagem ajuda a manter a temperatura corporal. Roupinhas podem ser usadas, mas só se o pet estiver confortável com elas: se restringirem o movimento ou incomodarem, o ideal é retirar na hora.
Alimentação e passeios
Para ajudar o corpo a manter a temperatura, a recomendação geral é aumentar entre 10% e 20% a quantidade de ração no período mais frio, ou optar por uma ração com maior teor proteico. Alimentos úmidos também ajudam a manter a hidratação em dia. Já os passeios devem ser feitos nos horários mais quentes do dia, como o fim da manhã e o início da tarde, evitando os períodos de frio mais intenso.
Atenção redobrada com alguns animais
Filhotes, idosos e pets com artrite, diabetes, cardiopatias ou doenças renais têm mais dificuldade para regular a própria temperatura corporal, o que os torna mais sensíveis ao frio extremo. Manter a vacinação em dia, tríplice felina para gatos e V8 para cães, além da vacina contra gripe canina em casos de filhotes, idosos ou animais que convivem em grupo, também é parte importante da prevenção nesta época do ano.
Cada pet reage ao frio de um jeito. Observar mudanças de comportamento, apetite ou disposição é a melhor forma de perceber quando algo não vai bem, e um checkup de rotina ajuda a confirmar se está tudo certo antes que qualquer sintoma se agrave.
Fonte: CRMV-SP, Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo.